Entre pausas necessárias, colheitas e recomeços: um balanço de 2025
Os últimos meses de 2025 foram atravessados por encerramentos importantes. Demandas acadêmicas, entregas finais da faculdade, projetos que pediram presença integral, além de tudo aquilo que não aparece nos currículos, mas pesa no corpo e na alma.
Houve momentos em que escrever precisou ficar em segundo plano para que outras partes da vida fossem cuidadas com responsabilidade e inteireza.
Aprendi (ou reaprendi) algo que também atravessa muitos dos temas que costumo abordar aqui no Fios da Maturidade:
"Pausas não são abandono, são parte do processo."
Estou aqui, escrevendo. Fechando um ano difícil com cuidado. Sem pressa de virar a página, mas pronta para continuar.
O que 2025 me ensinou
Este foi um ano de aprofundamentos, e também de encerramentos importantes. De muito estudo, reflexão e atravessamentos pessoais e profissionais. Um ano que exigiu escolhas conscientes, inclusive a escolha de desacelerar em alguns momentos para conseguir seguir adiante com mais sentido.
🎓 Em 2025, concluí minha graduação em Tecnologia em Gerontologia, um marco muito significativo na minha trajetória. A formação se encerra, mas a pesquisa, o aprendizado contínuo e as perguntas seguem abertas, como deve ser quando se escolhe um campo que lida com a complexidade da vida, do tempo e do cuidado.
Como arteterapeuta, gerontóloga e alguém que escreve sobre saúde mental e envelhecimento, não faria sentido sustentar um discurso de cuidado se, na prática, hoje eu não respeitasse meus próprios limites.
2025 me ensinou que coerência também se constrói nos silêncios, nos intervalos e nas ausências temporárias.
Foi também um ano atravessado por uma dor profunda e silenciosa: a despedida da Alice, minha sharpei, companheira de tantos anos. Um luto que não apareceu antes por aqui, porque algumas perdas pedem tempo, recolhimento e palavras que só chegam muito depois. A ausência dela atravessou meus dias e, de muitas formas, também este processo de pausa.
Apesar de tudo, ou justamente por isso, foi um ano fértil: textos publicados, projetos amadurecidos, estudos aprofundados e novas perguntas surgindo, talvez mais importantes do que respostas prontas.
O tempo da escrita e do novo tempo
O Blog Fios da Maturidade segue sendo um lugar de reflexão, escuta e construção de sentido. Um espaço onde arte, saúde mental, envelhecimento, políticas públicas e vida cotidiana se entrelaçam. Às vezes com mais frequência de publicações, às vezes com menos, mas sempre com compromisso ético, afetivo e crítico.
Escrever aqui nunca foi sobre cumprir calendário. É sobre escrever quando há algo que realmente precisa ser dito.
Que 2026 nos encontre com mais escuta, menos pressa, mais cuidado e menos medicalização da vida cotidiana. Que possamos seguir tecendo sentidos, com delicadeza, responsabilidade e coragem.
Que este Natal seja um tempo de acolhimento e de luz suave, mesmo depois de um ano intenso; de encontros possíveis consigo, com quem se ama, com o que ainda pulsa esperança.
Que 2026 chegue como um novo ciclo de respiros, reconstruções e alegrias cotidianas. Que tenhamos muita saúde, cuidado onde for necessário, e sensibilidade para reconhecer os próprios limites e potências.
Desejo que o novo ano traga caminhos mais gentis, relações mais humanas e tempo... tempo para viver, criar, sentir e florescer no seu próprio ritmo.
Um Natal afetuoso com muita paz e um 2026 cheio de saúde, esperanças, realizações e sentidos.
Com carinho,
Viviane Mazi.


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